Escolher uma profissão que “dê dinheiro” ou fazer o que gosta? Este dilema que parece passar de geração a geração ainda é a maior barreira na hora da escolha da profissão, segundo Maurício Sampaio, educador e coach especializado em orientação vocacional.
“O dinheiro é o alvo de muitos jovens que estão decidindo qual vestibular prestar. Isso acontece por diversos motivos, entre eles a supervalorização da sociedade pelo status, pela condição financeira, pelas carreiras supostamente glamourosas e também pela expectativa dos pais”, afirma o autor dos livros “Escolha certa” e “Influência Positiva – Pais & Filhos: construindo um futuro de sucesso”.
Sampaio diz que, neste momento de dúvida dos adolescentes, é fundamental que pais e educadores falem abertamente com eles sobre a questão financeira.
“Os jovens devem entender que o dinheiro é um valor meio, ou seja, serve para resolver nossas necessidades básicas, mas não os problemas emocionais. É preciso que, nesta fase, tanto educadores como pais conversem muito com eles sobre o real valor do dinheiro.”
Exemplos bons e ruins de amigos, familiares ou pessoas próximas podem facilitar a compreensão por parte dos vestibulandos.
“Ao nosso redor, existem diversas influências positivas e negativas. Uma positiva é quando um pai, por exemplo, sugere ao filho que passe alguns dias no trabalho dele para ver como as coisas funcionam de verdade. Já uma influência negativa é aquele pai que chega em casa, todos os dias, reclamando da própria profissão. E, mesmo assim, para piorar, ainda quer que o filhos siga pelo mesmo caminho”, completa o especialista.
Dinheiro não é sinônimo de felicidade
Ainda de acordo com Sampaio, a escolha apenas pelo dinheiro pode fazer com que o jovem se torne um profissional infeliz.
“Se observarmos os grandes estudos sobre felicidade, realização e motivação, veremos que o que é mais poderoso é o propósito de vida, e não o dinheiro. Além disso, recentes pesquisas indicam que a felicidade no trabalho não está nos salários e nos altos bônus, mas sim na possibilidade de as pessoas atuarem utilizando seus talentos, participando ativamente dos processos, tendo autonomia. Isso é o significado de qualidade de vida no trabalho e é muito mais forte que o dinheiro.”
O coach de carreira ressalta ainda que não existe 100% de felicidade. “Utilizo a regra 70/30, ou seja, em 70% do tempo você deve realizar coisas que o motive, que sejam desafiadoras. E, em 30%, você deve cumprir obrigações, como participar de uma reunião chata ou ir ao banco pagar uma conta.”
Sobre Maurício Sampaio
É educador, palestrante, escritor, coach e fundador do InstitutoMS de Coaching. Possui pós-graduação em educação pela PUC-SP e especialização em orientação profissional para adolescentes e em Pensamento Estratégico e Gestão de Pessoas pela FGV.
Exerceu o cargo de Coordenador de Programas para Juventude do Governo do Estado de São Paulo e foi mantenedor e diretor escolar. Já publicou os livros “Escolha Certa”, “Influência Positiva – Pais & Filhos: construindo um futuro de sucesso” e “Coaching de Carreira”.
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